As infiltrações no joelho são procedimentos utilizados para auxiliar no controle da dor, inflamação e melhora funcional em diferentes condições da articulação, como artrose, lesões da cartilagem, tendinites, inflamações sinoviais e sobrecarga articular.
O tratamento é sempre individualizado conforme sintomas, grau de desgaste, idade, nível de atividade física e objetivos do paciente.
Viscossuplementação
A viscosuplementação é atualmente uma das infiltrações mais utilizadas na prática clínica para tratamento da artrose e do desgaste do joelho, consiste na aplicação intra-articular de ácido hialurônico, substância naturalmente presente no líquido do joelho responsável por lubrificação, absorção de impacto e proteção da cartilagem.
Em pacientes selecionados, principalmente com artrose inicial ou moderada, a viscosuplementação pode auxiliar na redução da dor, melhora da mobilidade e função da articulação.
Os resultados costumam variar conforme o grau de desgaste do joelho, alinhamento, sobrecarga articular e perfil inflamatório do paciente.
Infiltrações
Existem diferentes tipos de infiltrações utilizadas conforme cada situação clínica.
As infiltrações com corticoides podem auxiliar no controle de inflamações articulares e crises dolorosas específicas. As infiltrações com corticoides podem apresentar excelente resultado no controle da dor e inflamação, principalmente em fases mais inflamatórias da artrose ou crises dolorosas específicas. Entretanto, seu uso frequente costuma ser evitado, pois aplicações repetidas podem ter efeitos menos favoráveis para a saúde da cartilagem e da articulação ao longo do tempo.
O objetivo principal é reduzir sintomas, melhorar função e permitir melhor recuperação funcional e qualidade de vida.
Medicina Regenerativa
A medicina regenerativa envolve terapias biológicas que buscam modular inflamação, estimular reparo tecidual e melhorar o ambiente biológico da articulação.
Entre os tratamentos mais utilizados atualmente estão PRP (plasma rico em plaquetas), aspirado de medula óssea (BMA/BMAC) e terapias celulares associadas a procedimentos cirúrgicos de preservação articular.
Essas terapias vêm apresentando resultados promissores principalmente em lesões focais da cartilagem, tendinopatias e fases iniciais da degeneração articular.
Entretanto, é importante destacar que ainda existem limitações científicas e que os resultados variam conforme indicação, técnica utilizada, biomecânica do joelho e perfil do paciente.
Apesar do termo “regenerativo”, esses tratamentos não promovem regeneração da cartilagem em casos de artrose, mas ajudam a modular inflamação, melhorar o ambiente biológico da articulação e tornar o joelho metabolicamente mais saudável em pacientes selecionados.
Os resultados dependem do grau de desgaste, alinhamento do joelho, nível de atividade física e correta indicação do tratamento para cada caso.







Nem toda dor no joelho precisa cirurgia.
Em muitos casos, tratamentos conservadores modernos podem ajudar no controle da dor, melhora funcional e preservação da articulação.
A avaliação especializada é fundamental para definir quais pacientes podem se beneficiar de infiltrações, viscosuplementação ou terapias regenerativas, sempre com indicação individualizada e baseada em evidências científicas atuais.
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