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Você tem Artrose e desgaste do Joelho? Entenda mais sobre esse problema aqui!

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Artrose e Desgaste do Joelho

A artrose do joelho é uma condição degenerativa caracterizada pelo desgaste progressivo da cartilagem da articulação. A cartilagem é a estrutura responsável por permitir um movimento suave entre os ossos e ajudar na absorção do impacto durante a caminhada, corrida e atividades do dia a dia.

Degeneração da Cartilagem

Com o passar do tempo, ou devido a fatores como lesões, desalinhamentos e sobrecarga, essa cartilagem pode sofrer degeneração. Além da cartilagem, a artrose também pode afetar meniscos, osso subcondral, membrana sinovial e outras estruturas do joelho, tornando o processo mais complexo do que apenas um “desgaste”.

Como surgem os sintomas?

Os sintomas costumam surgir de forma progressiva. Dor ao caminhar, subir e descer escadas, rigidez, inchaço, estalos e perda de mobilidade são queixas frequentes. Em fases mais avançadas, a dor pode limitar atividades simples do cotidiano e impactar qualidade de vida, sono e prática de exercícios físicos.

Quando recebo pacientes com problemas de artrose e desgastes, na grande maioria das vezes, eles buscam atendimento com um ortopedista especialista em Joelhos apenas quando não suportam mais as dores na região e perdem a capacidade de realizar as atividades normais do dia a dia, não deixe chegar a este ponto.

Dr. Bruno Paschoa | Ortopedista do Joelho


A artrose pode variar desde alterações iniciais da cartilagem até desgaste avançado da articulação. Nas fases iniciais, os sintomas geralmente aparecem após esforço físico ou impacto. Com a progressão do desgaste, a dor torna-se mais frequente e pode ocorrer mesmo em atividades leves ou em repouso.

Quais os fatores que contribuem no desenvolvimento da artrose e desgastes no Joelho?

Diversos fatores contribuem para o desenvolvimento da artrose, incluindo envelhecimento, genética, obesidade, sedentarismo, lesões meniscais, ruptura do LCA, desalinhamento dos membros inferiores e sobrecarga repetitiva da articulação.
É importante destacar que nem sempre o grau de desgaste encontrado nos exames corresponde à intensidade da dor do paciente. Algumas pessoas apresentam artrose importante com poucos sintomas, enquanto outras podem ter dor significativa mesmo com alterações moderadas. Por isso, o tratamento deve sempre ser individualizado.

Tratamento Conservador e Cirúrgico

Nas fases iniciais e moderadas, muitas vezes é possível controlar os sintomas e retardar a progressão da artrose com tratamento conservador. Isso pode incluir fortalecimento muscular, fisioterapia, reabilitação biomecânica, perda de peso, atividade física orientada, infiltrações, viscosuplementação e tratamentos biológicos.

Em alguns pacientes, cirurgias de preservação articular, como osteotomias do joelho, podem ajudar a redistribuir a carga da articulação e postergar a necessidade de prótese.

Quando existe desgaste avançado associado a dor persistente e limitação importante da qualidade de vida, a prótese de joelho pode ser indicada para aliviar os sintomas e restaurar mobilidade e função. As cirurgias são indicadas principalmente para aliviar a dor, melhorar a qualidade de vida e permitir mais movimento, mobilidade e saúde global ao paciente, sempre através de uma avaliação individualizada do custo-benefício de cada caso.

Nem toda artrose precisa de prótese.

O diagnóstico precoce e a avaliação especializada são fundamentais para definir o melhor tratamento em cada fase do desgaste do joelho, buscando preservar movimento, autonomia e qualidade de vida.

Exames utilizados na avaliação da Artrose do Joelho

A avaliação da artrose e do desgaste do joelho envolve exame clínico detalhado e exames de imagem que ajudam a identificar o grau de desgaste da articulação, alterações do alinhamento e possíveis lesões associadas.

Essencial Radiografias

As radiografias são um dos exames mais importantes na avaliação da artrose. Radiografias com carga permitem analisar o espaço articular, presença de deformidades, desalinhamentos, osteófitos (“bicos de papagaio”) e o grau de desgaste do joelho. Em muitos casos, também são realizadas radiografias panorâmicas dos membros inferiores para avaliação do eixo mecânico e do alinhamento das pernas.

Ressonância Magnética

A ressonância magnética auxilia principalmente na análise da cartilagem, meniscos, ligamentos, edema ósseo e inflamação da articulação. É um exame importante principalmente nas fases iniciais da artrose ou quando existem dúvidas diagnósticas e lesões associadas.

E a Tomografia Computadorizada?

Em alguns casos específicos, a tomografia computadorizada pode ser utilizada para avaliação mais detalhada do alinhamento ósseo, deformidades ou planejamento cirúrgico.

Além dos exames de imagem, a avaliação clínica e funcional continua sendo fundamental, já que nem sempre o grau de desgaste observado nos exames corresponde à intensidade dos sintomas do paciente.

O diagnóstico correto é essencial para definir o melhor tratamento e individualizar cada caso.

Referências Bibliográficas

1 L Yan et al. Comparative efficacy and safety of exercise modalities in knee osteoarthritis: systematic review and network meta-analysis. BMJ, 2025. Meta-análise com mais de 15 mil pacientes demonstrando benefício significativo do exercício físico no tratamento da artrose do joelho.

2 F Migliorini et al. Less Pain with Intra-Articular Hyaluronic Acid Injections for Knee Osteoarthritis: Level I Evidence from a Systematic Review and Meta-Analysis. Pharmaceuticals, 2024. Revisão sistemática demonstrando melhora da dor e função com viscosuplementação em pacientes selecionados

3 BJ Lawford et al. Osteoarthritis Year in Review 2024: Rehabilitation and Outcomes. Osteoarthritis and Cartilage, 2024. Revisão atualizada sobre reabilitação, biomecânica e tratamento conservador da artrose do joelho.

4 M Dell’Isola et al. The role of muscle strengthening in knee osteoarthritis: a systematic review and meta-analysis. Osteoarthritis and Cartilage. Revisão sistemática mostrando impacto positivo do fortalecimento muscular na dor e função do joelho artrósico.

5 Bannuru RR et al. OARSI guidelines for the non-surgical management of knee, hip, and polyarticular osteoarthritis. Osteoarthritis and Cartilage. Diretriz internacional baseada em evidências para tratamento conservador da artrose.

6 Kolasinski SL et al. 2024 American College of Rheumatology Guideline for the Management of Osteoarthritis. Arthritis Care & Research, 2024. Atualização das recomendações para tratamento clínico da artrose.